25 DE DEZEMBRO NATAL

TRADIÇÕES NATALINAS

Quando Montar o Presépio e a Árvore?
O dia de montar a ornamentação de Natal varia de país para país. Em muitas cidades dos Estados Unidos, por exemplo, só se monta a árvore na véspera de Natal. É a famosa “noite anterior” tão esperada pelas crianças. Em muitos países da Europa, já no dia 25 de novembro, um mês antes, a população monta o presépio e a árvore. Entre nós, nunca se firmou uma tradição, apenas a de desmontar – dia 6 de janeiro, Dia de Reis.
Segundo a História, os reis avisaram a Maria e a José do perigo representado por Herodes. O casal fez de tudo para não deixar pista do nascimento do Menino Jesus para os soldados do Rei. Assim, segundo a tradição, no dia 6 de janeiro, nós também devemos guardar tudo o que diz respeito a Natal.
A origem do costume
A “Árvore de Natal”, conhecida em algumas regiões da Europa como a “Árvore de Cristo”, desempenha papel importante na data comemorativa do Nascimento de Nosso Senhor.
Os relatos mais antigos que se conhecem sobre a Árvore de Natal datam de meados do século XVII e são provenientes da Alsácia, província francesa.
Descrições de florescimentos de árvores no dia do nascimento de Nosso Senhor Jesus Cristo levaram os cristãos da antiga Europa a ornamentar suas casas com pinheiros no dia do Natal, única árvore que na neve permanece verde.
A “Árvore de Natal” é um símbolo natalino que representa um agradecimento pela vinda de nosso Senhor Jesus Cristo.
O costume de preparar este belo complemento do presépio foi passando de vizinhança em vizinhança, alcançando hoje até países onde a neve é um fenômeno desconhecido.
Quem foi S. Nicolau, o Papai Noel?
Este santo nasceu no século III, em Patras (Grécia), no seio de uma família rica. Com a morte dos pais, o filho entregou a outras pessoas todos os seus bens e optou pela vida religiosa. Com somente 19 anos, foi ordenado sacerdote e logo arcebispo de Mira. Sua fama de generosidade com as crianças transcendeu sua região, atribuindo-se a ele todo tipo de milagres e lendas. A uma delas lhe deveu o mito de distribuidor de presentes que lhe converteria finalmente em Santa Claus. E os milagres foram tantos que ele acabou se tornando o padroeiro de muitos coletivos (navegantes, boticários, moças…) e de povos (viquingues, russos…). No século XI, o roubo de seus ossos promoveu sua fama por toda a Europa.
Em meados do século XIII, a comemoração do seu dia passou da primavera a 6 de dezembro, e sua figura foi relacionada com as crianças, a quem deixava presentes, vestido de bispo e montado em burro. A contra-reforma católica supôs que, sem renunciar ao dia de sua festividade, passasse a entregar os presentes no dia 25 de dezembro, tal como fazia o Menino Jesus, segundo a tradição desses tempos e que ainda hoje continua em alguns pontos da América Latina.
São Nicolau com seus presentes chega cedo na Holanda, em novembro. Ele aparece vestido com indumentária de bispo, ele viaja em um barco com seu ajudante que é chamado Preto Peter e que usa uma roupa espanhola. Diz-se que ele e seus ajudantes vivem a maior parte do ano preparando as listas dos presentes e escrevendo cada comportamento das crianças em um livro muito grande. Muitas pessoas vão às docas de Amsterdã cumprimentá-lo. Montado em um cavalo branco cor da neve, ele é recebido por todos.
Na Holanda, fazem até cobertura jornalística. No jornal da criança, ele aparece dando entrevista e dizendo onde seu barco se encontra. Existe um roteiro de cidades que ele visita. Na cidade de Deventer, é por lei proibida a sua aparição antes do dia 5 de dezembro.
Às vezes, é engraçado encontrar com um montado numa motocicleta ou carro, indo para uma festinha de escola. Dia 5 de dezembro é a véspera do Dia de São Nicolau, quando os presentes são trocados na Holanda.
Qual a origem do costume da ceia?
Nossa mais antiga tradição do Natal dá conta que era costume das famílias irem à Missa do Galo, celebrada à meia-noite do dia 24 de dezembro. Como a comunhão exigia jejum prolongado, antigamente até mesmo de um dia, as famílias preparavam a princípio um lanche e , com o passar do tempo, ceias cada vez mais elaboradas. O peru, por exemplo, é uma incorporação que fizemos do costume americano presente no “Dia de Ação de Graças”. O bolo é tradição ibérica; o panetone, italiana, as frutas, em especial a uva, da Europa Oriental. O mais exótico são as frutas secas, castanhas, etc. Frutos do inverno europeu que não precisávamos adotar em nosso país, mas que optamos em honra à lembrança e depois à memória dos emigrantes.
Como surgiu a tradição de enfeitar o pinheiro de Natal?
Na Alemanha do século XVI , Martinho Lutero começou com o costume de enfeitar a Árvore de Natal. Em 1513, o destacado líder cristão levou um pequeno abeto para dentro de casa e começou a enfeitá-lo com velas acesas. Então, a bela decoração tornou-se popular na Alemanha. O príncipe Alberto, marido da rainha Vitória, levou a tradição para a Inglaterra e os alemães e os ingleses levaram-na para a América. Hoje, o mundo inteiro aderiu ao costume que, para os católicos, passou a simbolizar um ato de ação de graças pelos frutos colhidos no ano, bem como o próprio Cristo, uma vez que as folhas do pinheiro em qualquer tempo estão verdes e viçosas. O fato de uma tradição protestante ter chegado até mesmo a templos católicos é um lindo exemplo de ecumenismo e adesão ao mais puro espírito do Natal.
Qual a origem do Presépio?
No século XII, em Assis, São Francisco desejou encontrar um modo simples de contar os fatos do Advento aos fiéis. Pensou que reproduzir a cena da manjedoura e do humilde nascimento do Menino Deus seria um testemunho eloqüente da mensagem de pobreza e simplicidade de Jesus. Então, com seus irmãos menores, criou o presépio que chega aos nossos dias, ainda bem próximo do que concebeu São Francisco. Em vários países, há muitas exposições de presépios que são verdadeiras obras de arte. Os mecanizados são o delírio das crianças.
De onde vem a tradição de colocar sapatinhos ou de pendurar meias junto à chaminé?
A tradição de colocar os sapatinhos ou a de pendurar as meias junto à chaminé veio da cidade de Amsterdã, na Holanda. As crianças deixavam os tamancos (típicos daquele país) na entrada da porta e os pais deixavam um presente sobre cada par. Em Portugal, as crianças tinham esse costume. Deixavam os sapatos à porta, na véspera do dia de S. Nicolau, para que estes se enchessem de presentes.
Diz a lenda que São Nicolau teve conhecimento de que três moças muito pobres não podiam se casar porque não tinham dinheiro. Então, São Nicolau, comovido, durante a noite, para não ser visto, atirou moedas de ouro pela chaminé, as quais foram cair dentro das meias, que nela foram postas para secar junto ao fogo. Por esse motivo, surgiu a tradição de se colocar a meia ou o sapato na chaminé para que, na manhã do dia de Natal, neles fossem encontrados presentes.
Fonte: Natal no Mundo

Published in: on dezembro 6, 2009 at 8:59 am  Deixe um comentário  

The URI to TrackBack this entry is: https://gilcinei.wordpress.com/2009/12/06/25-de-dezembro-natal/trackback/

RSS feed for comments on this post.

Deixe uma resposta

Preencha os seus dados abaixo ou clique em um ícone para log in:

Logotipo do WordPress.com

Você está comentando utilizando sua conta WordPress.com. Sair / Alterar )

Imagem do Twitter

Você está comentando utilizando sua conta Twitter. Sair / Alterar )

Foto do Facebook

Você está comentando utilizando sua conta Facebook. Sair / Alterar )

Foto do Google+

Você está comentando utilizando sua conta Google+. Sair / Alterar )

Conectando a %s